Sem acordo com o governo, greve de fome de professores completa 72 horas em frente ao Palácio Iguaçu

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Acampados em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, em Curitiba, desde as 10h30 da última quinta-feira (19), os agora 24 educadores completam três dias sem comer. Eles pedem a revogação do edital de contratação de PSS (temporários), mas até o momento não tiveram a reivindicação atendida pelo governo.

“O governo até o momento não apresentou resposta às principais reivindicações da categoria: revogação do edital 47 sobre prova pra PSS (temporários), pagamento de direitos de carreira que estão congelados e prorrogação do contrato de 9 mil funcionários. As pautas são, principalmente, para evitar o desemprego de quase 30 mil profissionais da educação entre professores e funcionários”, diz o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná (APP-Sindicato).

Foto: Divulgação/APP-Sindicato

De acordo com a APP-Sindicato, os servidores em greve de fome estão acompanhados por equipes médicas e voluntários que se revezam para auxiliar no que for necessário.

Na segunda-feira (23), um ato está marcado para ter início às 9h na Praça 19 de dezembro. Em seguida, professores seguem em caminhada até a sede do Governo do Estado onde aguardarão uma resposta do Executivo.

Foto: Divulgação/APP-Sindicato

Na tarde deste domingo (22), um ato inter-religioso será realizado em frente ao Palácio Iguaçu onde os grevistas permanecem. A celebração tem início às 17h

Ocupação

A semana foi marcada por protestos que reuniram centenas de professores e pela ocupação, na tarde de quarta-feira (18), do prédio administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por manifestantes. Na ocasião, o Governo do Estado encerrou as negociações com a categoria, mas retomou o diálogo após os servidores deixarem a casa legislativa. Uma decisão judicial definiu multa de R$ 30 mil diária caso não deixassem o prédio.

Foto: Divulgação/APP-Sindicato

Uma nova reunião foi realizada durante a tarde de quinta-feira com representantes da categoria e do governo, entre eles os deputados Hussein Bakri e Professor Lemos. “Um dos assuntos que avançou é a implantação do pagamento do salário-mínimo regional a todos os servidores do Estado que ainda não recebem o piso estadual. A implantação deve ocorrer em dezembro, em folha complementar, e o valor será retroativo a janeiro de 2020”, disse a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed).

Nova reunião entre os professores e o governo poderá ocorrer nos próximos dias.



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