Um esquema bizarro de “reciclagem de camisinhas” foi descoberto pelas autoridades de Binh Duong, uma província no sudeste do Vietnam, na última sexta-feira (19)

Vietnam camisinhas

Um esquema bizarro de “reciclagem de camisinhas” foi descoberto pelas autoridades de Binh Duong, uma província no sudeste do Vietnam, na última sexta-feira (19). O caso foi relatado pelo “Tuổi Trẻ”, que é o maior jornal local do país. Conforme publicação, foram 324 mil preservativos apreendidos pela polícia – equivalente a 360 Kg de produtos. 

O Departamento Geral de Gestão e Mercado da província afirmou que havia uma espécie de “fábrica” clandestina que “reciclava” as camisinhas e as distribuía para clientes no distrito de Tan Vihn Hiep, que percente à cidade de Tan Uyen. Os produtos eram lavados e não eram rotulados ou embalados para a revenda. Um homem é suspeito de ser o mandante do esquema, mas não foi localizado pelas autoridades. 

Uma mulher, contratada no local, admitiu que “recebia preservativos usados uma vez por mês de uma pessoa desconhecida” e enxaguava, secava e separava os produtos. Um vibrador era usado para “arranhar” látex e deformar o produto. Em seguida, informou o jornal, as camisinhas eram enviadas a outra pessoa, não identificada, que as distribuía. 

Nesta quinta-feira (24), a polícia e o Departamento de Gestao e Mercado vietnamita informaram que seguem em buscas para tentar encontrar o chefe do esquema. Não se sabe se os produtos foram vendidos no mercado formal, mas a suspeita é de que a comercialização ocorria “por baixo dos panos”. 

“É a primeira vez que preservativos usados ​​são reciclados, por isso as autoridades precisam definir claramente as disposições legais para este caso”, informou o Diretor do Departamento de Gestão de Mercado da província de Binh Duong, Tran Van Tung. 

Com isso, apesar de a polícia estar em apoiando as diligências, o caso continua nas mãos da pasta. Em entrevista ao “Tuổi Trẻ”, médicos e especialistas em saúde pública reforçaram que usar preservativos “reciclados” pode ser prejudicial à saúde e não há garantia de que funcionem nem na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, nem para impedir gravidez indesejada.

Fonte : O Tempo

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