Luis Felipe Manvailer vai a júri popular

Luis Felipe Manvailer vai a júri popular.

A partir desta quarta-feira (10), o caso Tatiane Spitzner ganha um novo capítulo. Luis Felipe Manvailer, marido da vítima, vai a júri popular após dois anos e meio do crime.

O professor de biologia é acusado de matar a esposa no dia 22 de julho de 2018, quando a advogada foi encontrada morta, durante a madrugada, no apartamento onde o casal morava, em Guarapuava, na região central do Paraná.


Na época, a PMPR (Polícia Militar do Paraná) afirmou que recebeu um chamado de que uma mulher teria saltado ou sido jogada de um prédio. O professor só foi preso horas depois, na BR-277, na região oeste do Paraná, depois de se envolver em um acidente.

JÚRI POPULAR DE LUIS FELIPE MANVAILER

Depois de ser adiado duas vezes, o júri popular de Luis Felipe Manvailer está marcado para esta quarta-feira (10), a partir das 9h, no Fórum de Guarapuava. Por causa da pandemia da Covid-19, o julgamento é restrito.

Porém, a partir dos debates, a sessão será transmitida pelo canal no YouTube do Tribunal do Júri do TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná).

O professor está preso por homicídio qualificado -com qualificadoras de motivo fútil, feminicídio e morte mediante asfixia- e por fraude processual na PIG (Penitenciária Industrial de Guarapuava) há dois anos e meio.

Tatiane Spitzner e Luis Felipe Manvailer
Tatiane Spitzner e Luis Felipe Manvailer eram casados desde 2013 (Reprodução/Facebook)

CASO TATIANE SPITZNER

A advogada Tatiane Spitzner foi encontrada morta após cair do 4° do apartamento do prédio onde morava com o seu marido, Luis Felipe Manvailer, no centro de Gurapuava. Na época, a polícia foi chamada por vizinhos porque “uma mulher teria saltado ou sido jogada”.

Chegando no local, os agentes encontraram sangue do lado de fora do prédio. Imediatamente, subiram até o apartamento onde o casal morava e encontraram a advogada já sem vida. Porém, seu marido não estava na residência.

Luis Felipe Manvailer só foi preso horas depois, na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, na região oeste do Paraná, depois de se envolver em um acidente. Na época, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que o homem estava desnorteado.

Imagens de câmera de segurança do prédio foram solicitadas para a investigação e revelaram que o acusado desferiu golpes contra a própria mulher ainda no carro, antes de entrarem no condomínio. Veja abaixo!

Outra imagem revela Manvailer limpando vestígios de sangue de Tatiane, no elevador, após recolher o corpo dela do lado de fora do prédio.

Em entrevista para Roberto Cabrini, em 2020, Manvailer afirmou que entrou em desespero e por isso limpou os vestígios de sangue no elevador e depois fugiu, sem rumo específico.

A defesa do acusado sustenta que Tatiane se jogou do prédio, já que o casal tinha um relacionamento “feliz”, que estava em seu quinto ano. Porém, um laudo do IML (Instituto Médico Legal) aponta a causa da morte para asfixia mecânica por esganadura.

“O principal meio de conclusão foi o exame de necropsia, realizado na data do fato. Ela tinha marcas no pescoço que foram fotografadas e documentadas (…) há um acervo de fotografias extremamente extenso apontando que houve luta entre as partes antes da morte”, afirmou Paulino Pastre, diretor do IML na época do crime.

Em agosto de 2018, o MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciou Luis Felipe Manvailer. De acordo com o documento, o professor matou a esposa depois de inúmeras agressões físicas que foram iniciado após um desentendimento em virtude de mensagens em redes sociais.

“O denunciado, ao matar a vítima, agiu mediante recurso que dificultou a sua defesa, em razão da sua superioridade física em face da ofendida e das agressões contínuas e progressivas que inibiram a possibilidade de reação por parte desta”, consta na denúncia.

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Autor: Mirian Villa
Dominio fonte: paranaportal.uol.com.br
Data – 2021-02-10 08:14:26