Foto Reprodução Facebook @jornalismo.adilson.arantes

Mesmo com tantas mortes e ocorrências nessa pandemia sem controle, vemos uma luz no fim do túnel. Um jornalista curitibano que sempre levou a informação de forma correta, inclusive informando a respeito dessa pandemia, foi contagiado pela mesma.

 Adilson Arantes, jornalista de profissão, ativo em várias emissoras de rádio e tv, foi contaminado alguns dias atrás por essa tão temida doença sem precedentes. Foi internado, medicado e logo levado a UTI necessitando do auxilio do respirador. Mesmo quando todos que o conheciam e os mesmos que também não o conheceram, torcendo por uma recuperação, se surpreenderam com um recado deixado em suas redes sociais no dia 31/03/2020 dizendo a todos que estava bem, fraco , mas bem .
Foto Reprodução Facebook @jornalismo.adilson.arantes

Hoje, dia 06/04 Adilson relata todo seu sofrimento envolto de cuidados de médicos e enfermeiros, acompanhe seu relato:

“Olá, meus amigos, estou de volta!

Oito dias internado, seis na UTI. Confesso a vocês que pensei que não fosse viver esse momento pra contar essa minha terrível experiência. Bem, aqui estou e o começo vocês já sabem: o hospital Ônix me monitorando durante uma semana, com muita febre e dores pelo corpo, até a falta de ar… E pronto: internado com suspeita.

Na primeira noite o quadro piorou e no outro dia fui direto pra UTI. Seis dias com aparelhos e uma equipe médica tão espetacular que me emociono só em falar deles. Todos comprometidos com a vida! Medicamentos e observações no pulmão e na capacidade de respirar a todo instante (já que estava com pneumonia). Esses profissionais e mais a fé me salvaram.

O PIOR MOMENTO: Não lembro se foi na terça ou quarta à noite, na hora do “banho”, que era deitado na cama, pois levantar nem pensar. Ao virar o corpo pra enfermeira limpar as costas, me faltou ar e bateu o desespero. Ali pensei que iria embora. Fui me acalmando enquanto a equipe me atendia. Trinta minutos horríveis. Juro que passei a noite pensando no quanto não valorizamos o básico na nossa vida: o ar que respiramos. Viva o ar!

Imagem reprodução Facebook

ANSIEDADE: Fui melhorando aos poucos e cada dia, cada movimento, cada respirada mais longa eram motivo de sorrisos, meus e da equipe. Imaginem uma UTI quase cheia, você o único consciente e na frente da “ilha”, onde médicos e enfermeiros se concentram. Eu ouvia tudo e via tudo. De novo: que equipe fantástica. Consciente, aumentava a minha ansiedade pra deixar logo a UTI, pois sabia como estava a minha evolução. Os outros, “dormindo”, não sabiam de nada.

GRATIDÃO: Eu não tinha paladar pra nada e não tinha vontade de comer nada. Nem de tomar água. Mas há um fato que faço questão de contar pra vocês: um enfermeiro insistindo para que eu comesse alguma coisa. Não foi um simples pedido, percebi a preocupação dele comigo. O jeito, o gesto. Ele ali, em pé, do meu lado, quase desesperado e me tratando como seu fosse um irmão dele: “Seu Adilson, coma alguma coisa, pelo amor de Deus, vai lhe deixar mais fortinho e daí o senhor vai embora logo. Eu sei que o alimento não tem sabor, apenas engula então, por favor”.

Nunca vou esquecer isso.

PRO QUARTO: Depois de algumas tentativas frustradas e seis dias depois, meus exames melhoraram e fui liberado para o quarto. Já respiro sem a ajuda do aparelho que me acompanhou por esses dias. Já me sinto outra pessoa. Já ando (bem devagar) pelo quarto, já tomei um banho demorado e já me viro sozinho. Depois de quase uma centena de agulhadas e muitos exames e remédios… Ufa! Estou vivo. Meus amigos, a jornada não foi fácil. Não contei aqui que chorei bastante e o que pensei sobre deixar a vida, os amigos, os meus filhos queridos, a minha amada esposa e o medo de não ver meu neto ou neta nascer.

VOLTANDO: Meus amigos, me sinto voltando de uma guerra, todo arrebentado, contra um inimigo que era invisível. Venci. Quero agradecer a todos pelas orações e dizer que logo estarei de volta ao ar pelas rádios Radio Difusora Am 590 – CuritibaOuro Verde FM EasyRádio Caiobá FM e também pela TV Evangelizar. Pra encerrar uma frase que gosto e que quem convive comigo sabe que sempre falo: “a vida é curta pra ser pequena”.

Se não precisar, não saia de casa.”

Fica aqui nosso alerta e também a imensa alegria de ver um verdadeiro guerreiro que lutou por sua vida e pode relatar o quão importante é cuidar da sua saúde e também da saúde do próximo. Por isso .. #fiqueemcasa

 

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