Por Isabel Furini, especial para o portal de notícias Paraná Imprensa

 

Nossa entrevistada é Eliana Ferreira de Castela,  uma das organizadoras dos projetos – “Folhinha Poética” e “…e a gente brincava assim” (exposição de quadros e oficinas da técnica). Nascida em Rio Branco, AC, é poeta, atriz e produtora de sua própria arte e do marido. Licenciada e Bacharela em Geografia, (UFAC). Mestre em Extensão Rural, (UFV).   Autora dos livros: Da Escrita Rupestre à Era digital: alguns poemas, publicação de autoria, 2017; Pelos Rios ao Sabor da Fruta, Chiado Editora, 2017; e CARMELIANA: a festa das flores, Editora Ibis Libris, 2019.

 

Na infância meus pais tinham poucos recursos financeiros, para alimentar e manter os oito filhos, mas tínhamos em casa o que nenhum dos vizinhos com quem mantínhamos proximidade dispunham que era uma pequena e rica biblioteca, com livros doados por alguns amigos do meu pai. Seus amigos sabiam do amor que ele tinha pelos livros e pela poesia em especial. Estas características dele serviram de incentivo. Posso dizer que a poesia e o teatro foram caminhos que me ajudaram a pensar a vida.

 

IB – Segundo a sua percepção esta época de pandemia mundial é boa ou é ruim para a criação literária? Você se sente mais ou menos inspirada?

Avalio que é fundamental para quem escreve estar atenta aos acontecimentos do tempo presente. É um compromisso com a história e com o aprendizado dos jovens do futuro.

A pandemia mudou o mundo de forma abrupta e negativamente, as pessoas de todas as idades tiveram que reorganizar suas vidas, seus afazeres de rotina, de trabalho e de lazer. Pouca coisa não mudou. Empregos foram perdidos, algumas profissões perderam espaço no mercado, enquanto outras profissões tornaram-se fundamentais.   Numa breve abordagem e ressalvadas as peculiaridades, vamos pensar as pessoas nas diferentes faixas etárias. Os idosos que após atingir a idade em que se dispõe de um tempo para o lazer, as viagens, a convivência com grupos que possibilitam novas experiências de vida foram obrigados a ficar e casa. Então pensamos naqueles idosos, com pouca condição financeira que tem que cuidar sozinho de sua vida e que necessariamente tem que sair de casa, porque não tem quem cuide dele. Vamos pensar nos jovens, aqueles entre vinte e trinta e cinco anos de idade que após conseguir um emprego e pôde se estabelecer fora da casa dos pais, ou os jovens que passaram a ter seu próprio negócio, os autônomos, os da economia informal que consideravam-se estáveis com uma renda possível de não precisar mais da ajuda financeira dos pais. Essas pessoas de repente tiveram que fechar as suas empresas, porque não puderam pagar o aluguel, da empresa ou de sua casa. Os que tiveram que demitir os empregados, ou mesmo aqueles que não tinham tais encargos, mas tiveram que fechar a empresa porque o isolamento social foi uma imposição que dispensava aquela atividade. E por último vamos pensar as crianças. O convívio na escola formal, nas escolas esportivas, nas escolas artísticas, escolas de língua, as visitas às casas dos parentes, dos avós principalmente que tiveram que ser suspensas. Isso num panorama voltado para a classe média e alta. As crianças pobres, das favelas de grandes cidades que moram em casas pequenas e que passavam boa parte do dia nas ruas, com a pandemia tiveram que ficar em casa. Como será que está sendo divido os espaços exíguos de suas casas, com todos os moradores que ali residem? Claro que dei aqui exemplos restritos, mais associadas a realidade brasileira. Vamos pensar também na realidade dos países em guerras ou dos inúmeros refugiados em acampamentos improvisados ou em deslocamento, por razões diversas, em situações impensáveis de adotar medidas que minimizem a contaminação da covid 19. Todos fomos afetados, obrigados a mudar nosso comportamento. Os jovens foram colocados em xeque. A ideia de que eram independentes por ter saído da casa dos pais, por ter um emprego ou montado o próprio negócio, caiu por terra. O Estado mínimo, defendido por muitos teve que ser negado. Só o Estado é capaz de encontrar soluções para um problema do tamanho da pandemia, seja em países ricos ou pobres, como estamos observando. E quem são os mais afetados? Os pobres!

O panorama sobre a pandemia que tracei aqui, de forma breve, é um laboratório para a escrita. Temos subsídios para escrever muito e por longo tempo, em abordagens distintas. Sinto-me totalmente inspirada, principalmente porque a pandemia reafirma as minhas convicções políticas, contrárias ao neoliberalismo. Estudei minimamente a teoria marxista, o materialismo histórico e dialético, mas estudei o suficiente para ser desfavorável ao capitalismo, às ações imperialistas, a ideia de Estado mínimo. Os que pensam diferente talvez digam que, a importância do Estado diminuirá quando a pandemia passar, então vale lembrar que a pior de todas as pandemias é a miséria, é a fome. Estas não podem ser vencida com o capitalismo. A pandemia aprofundou a pobreza, aumentou a desigualdade. É preciso escrever sobre.

 

Não sei também se o tempo de acontecer as coisas, é exatamente o tempo em que elas acontecem. De forma que, é importante dizer que ser mulher impõe motivos que fazem os projetos pessoais ficarem para “amanhã”, quando de fato é possível realizá-los.

IB – Quando iniciou o seu interesse pela Poesia?

Ainda na infância eu e meus irmãos pudemos despertar para a poesia e para o teatro. Meu pai foi o grande incentivador. Ele tinha o sonho de ser ator, o que foi frustrado ainda na infância, por sua família que o impediu de seguir carreira. Ele fugiu de sua casa em Fortaleza para acompanhar um circo. Intenção malograda que o atirou à vida de andarilho que percorreu várias cidades até chegar ao Acre, juntando-se aos chamados Soldados da Borracha, que foram para a Amazônia trabalhar na extração do látex. Ele também tinha conhecimento de muitos autores da literatura nacional, os poetas, romancistas… como, Castro Alves, Olavo Bilac, Machado de Assis, Rui Barbosa, Jorge Amado, Érico Veríssimo, entre outros.  Meu pai, Fernando de Castela foi membro da Academia Acreana de Letras, sua poesia de abordagem social e política, tem uma crítica aos vícios da política nacional. Na infância meus pais tinham poucos recursos financeiros, para alimentar e manter os oito filhos, mas tínhamos em casa o que nenhum dos vizinhos com quem mantínhamos proximidade dispunham que era uma pequena e rica biblioteca, com livros doados por alguns amigos do meu pai. Seus amigos sabiam do amor que ele tinha pelos livros e pela poesia em especial. Estas características dele serviram de incentivo. Posso dizer que a poesia e o teatro foram caminhos que me ajudaram a pensar a vida.

 

IB – Sente na sua obra a influência de algum ou alguns poetas?

Como falei anteriormente, meu pai foi o principal influenciador, com ele vem a influência dos escritores que ele admirava como Jorge Amado, no campo das questões sociais e político. Pelo fato do meu pai ter sido cearense, as obras de Graciliano Ramos e Raquel de Queiroz, com a temática do sertanejo, a seca, a pobreza, são temas que permeiam a minha escrita. Junta-se aí a influência de diversos escritores da Amazônia que nasce do ambiente, não determinista, mas marcantemente influente para quem mora na Amazônia. É bom destacar que os descendentes de nordestinos, assim como os nordestinos que vieram para a Amazônia têm sua escrita transitando entre essas duas regiões. Também destaco que, muitos dos acreanos da minha idade ou mais, mesmo tendo nascido e vivido no espaço urbano, têm um seringal que o habita. O que é isso senão, o aprendizado com a história e o compromisso com o futuro, o tradicional e o moderno que se complementam.

 

IB –  Como surgiu a ideia da “Folhinha Poética”?

A ideia não é algo inédito, claro, há muitos calendários com poemas, inclusive o que nos inspirou , o poemário editado anualmente pela Alssírio Alvim. Adotamos o nome Folhinha em lembrança dso tradicionais calendários, dos quais se destaca a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus. Qual é a peculiaridade da Folhinha Poética (http://folhinhapoetica.blogspot.com/ )? Nada mais que publicar Camões juntamente com uma criança de cinco ou oito anos, com seu primeiro poema, por exemplo. Essa foi a motivação do projeto, publicar famosos com anônimos. Ideia que nasceu em 2010, num dia em que eu e meu marido Jorge Carlos (Mané do Café), estávamos numa festa, juntamente com os colegas da Universidade Federal de Viçosa, onde estudei o mestrado. Cidade universitária é uma explosão de festas, shows, etecetera. Viçosa não foge à regra. O convite para a festa dizia ser um show musical – voz e violão, quando chegamos lá era um som com enormes caixas de som, impossível de conversar, era preciso falar ao ouvido uns dos outros. Logo nós dois ficamos calados e mais isolados dos amigos. Jorge Carlos vinha de uma experiência interessante, com a realização de tertúlias, no bar que ele tinha em Portugal, o Tejo bar. No meio do barulho do som e do silêncio das conversas, ele falou ao meu ouvido a ideia de criar a Folhinha Poética, ficamos tão empolgados que lá mesmo na festa, recolhemos o primeiro poema, de autoria do colega Sandro Silva, para a Folhinha Poética que teve sua primeira edição elaborada no ano de 2011, com o calendário de 2012. Esta edição, além de eletrônica foi também impressa, onde todos os poetas vivos participantes da publicação receberam um exemplar. Podemos dizer que a Folhinha Poética foi o “carro chefe” dos outros projetos que passamos a desenvolver logo em seguida. Alguns exemplares enviamos aos destinatários pelo correio, muitos outros entregamos pessoalmente. Viajamos por várias cidades do Brasil, ainda em 2011. Em 2012, demos sequência as entregas fora do Brasil, em Portugal, Espanha, França e Holanda. Durante a entrega realizávamos sempre que possível, saraus com a leitura dos poemas da Folhinha e adotando a mesma metodologia que o Jorge conduzia as tertúlias no Tejo bar, com música, poesia, apresentação de pequenas esquetes, exposição dos desenhos do Mané do Café e lançamento de nossos livros. Não era possível continuar com a publicação impressa da Folhinha, tanto pelo custo, quanto pela logística, mas gostaríamos de continuar com os saraus itinerantes, então demos início ao Projeto “…e a gente brincava assim”. Este projeto é a realização de exposição de desenhos que representam brincadeiras de crianças – pouco brincadas na atualidade – feitos a café, pelo Jorge Carlos (Mané do Café), juntamente com oficinas da técnica usada por ele nos desenhos. Gostamos de destacar que nossos projetos são sem fins lucrativos. A primeira edição da Folhinha Poética fizemos uma “vaquinha” destinada à compra antecipada de exemplares, apenas para colaborar com o pagamento da gráfica. E o projeto “…e a gente brincava assim”, apenas uma vez teve financiamento do Ministério da Cultura, dentre as inúmeras realizações em diversas cidades do Brasil e em outros países como, Lisboa e Loulé em Portugal; Bolonha na Itália e Havana em Cuba.

durante a pandemia escrevi quase um poema por dia, às vezes até dois poemas num só dia, alguns ainda precisam de revisão e como são muitos talvez resulte em dois livros; e ainda outro projeto nas artes plásticas que consiste em pintar uma coleção com tema amazônico para expor.

IB – Qual é a reação dos leitores? Eles curtem? Enviam sugestões?

Sobre a Folhinha Poética, a estatística responde parte da pergunta. Até hoje, fevereiro de 2021 o blog, criado em 2012 atingiu 185 790 visualizações. Tem seguidores em mais de 85 países, com maior concentração no Brasil, USA e Portugal. Avalio que o maior retorno do público ocorre com o interesse de ter um trabalho publicado na Folhinha. Além de poemas, são publicados textos em prosa, pinturas, desenhos e fotografias, abrange qualquer manifestação poética. Além de oportunizar novos escritores, ou mesmo pessoas que só escreveram um poema em sua vida, conta também com o interesse de poetas consagrados que se permitem ser publicados e agradecem a oportunidade. Além do blog, o projeto Folhinha Poética tem página e grupo no Facebook. Esta rede oferece maior visualização e interação do público, de que no blog. Nós que administramos os canais de divulgação não dedicamos muitos esforços na busca de seguidores, por isso mesmo consideramos alta a participação do público.

No que se refere a minha obra especificamente eu não tenho uma estatística de leitores e seguidores. Tenho uma tímida divulgação do meu trabalho, embora tenha criado o blog CARMELIANA https://arteliteratura.wordpress.com/ , divulgo mais no meu perfil do Facebook e considero satisfatório o retorno recebido considerando o pouco empenho para tal. A outra maneira de divulgação é com os próprios livros, na realização de saraus itinerantes, com autógrafos. São boas as manifestações sobre a obra, tanto no espaço virtual com presencial. No que se refere a quantidade de interações, como disse antes não sei precisar, mas no que se refere a qualidade das manifestações, comentários e interesse na leitura, não apenas de pessoas amigos ou conhecidas, como também por estranhos, eu considero excelente.

IB – Eliana, você como atriz gosta de interpretar poemas? Como é ser atriz e também poeta?

O meu primeiro trabalho no teatro amador foi um espetáculo com poemas do livro de Cecília Meireles “Ou Isto ou Aquilo”, o que deu nome também ao espetáculo. Não só pela beleza dos poemas, mas como pela aceitação do público foi marcante pra mim como atriz. Depois voltamos a atuar num outro espetáculo “Da Cuia da Lua”, poemas com tema amazônico, da escritora acreana, Francis Mary Alves de Lima. Trabalho este não menos satisfatório. Nos dois foi bastante prazeroso, marcante mesmo. Então posso afirmar que gosto de interpretar poemas. Outras experiências me ocorreram de forma mais esporádica, neste aspecto eu considero que os saraus são sempre um palco para a encenação poética. Eu sou bastante crítica a minha atuação como atriz. Avalio que sou melhor como escritora, como produtora executiva, área esta que também atuo. Talvez a autocrítica esteja relacionada ao parâmetro que estabeleci com dois irmãos meus, os quais considero excelentes atores.

 

IB – Eliana você tem um canal Youtube. Pode falar um pouco sobre esse projeto.

O canal no Youtube não cumpriu seu objetivo. Fora criado para divulgar meus trabalhos acadêmicos e seus desdobramentos com a participação em grupos de estudos dos quais fiz parte que estivessem relacionados à questão indígena. Toda a minha pesquisa acadêmica, desde a graduação até o mestrado foi sobre a questão indígena.  Criei o canal no tempo que o Grupo de Estudos dos Povos Nativos – Gepon, grupo que não mais existe, realizou pesquisas e a produção do vídeo “Xingané – a festa dos mortos”, sobre a tradição de culto aos mortos, dos povos Apurinãs que habitam às margens do rio Purus, no município de Boca do Acre – AM. Outro projeto era o acompanhamento de jovens indígenas que deslocaram-se  para a cidade com o fim de dar sequência aos estudos, visto que na aldeia muitos não tinham como cursar o ensino médio e muito menos a faculdade. O outro projeto era realizado com povos indígenas que hospedavam-se na Casa do índio – CESAI, na cidade de Rio Branco, para realizar tratamento de saúde, com eles desenvolvemos um importante projeto “A necessidade da Arte”, com o objetivo de criar um espaço de trocas artísticas entre grupos da cidade com artistas vindo das aldeias. Todos foram projetos de curta duração. O canal no Youtube deveria servir para a divulgação e incentivo das pesquisas na área. Ocorre que, com a facilidade de acesso às novas tecnologias, os povos indígenas adquiriram autonomia, o que é excelente. Eles não necessitam mais dessa intermediação feita por instituições, ONGs ou pessoas para divulgar seus trabalhos. De forma que o meu canal no Youtube aguarda uma nova função. Por ora, o registro dos projetos artísticos referidos nas andanças aventurescas mundo fora são utilizados outros canais do Youtube, com destaque para o https://www.youtube.com/user/manedocafe.

Tenho pouca habilidade com as tecnologias da comunicação, o que é ruim, a tendência é cada vez mais aumentar a comunicação via internet. As redes sociais, como se convencionou chamar as novas mídias, é na atualidade o recurso mais utilizado no mundo. É bom que o blog e outros canais de divulgação tenha além de organização, beleza. Mesmo antes da pandemia essa já era uma tendência mundial, com a pandemia veio a se estabelecer de forma inquestionável.

 

IB – E 2021, que está entrando lentamente… ainda com os problemas da Covid 19. Quais são os projetos para este ano?

Meus projetos literários e artísticos em curso são: Concluir o livro “Foz do Breu” que pode vir a ter o título modificado – algumas páginas já estão escritas, mas ainda não se definiu se é um conto ou romance; publicar novo livro de poemas que já estão escritos, são muitos, durante a pandemia escrevi quase um poema por dia, às vezes até dois poemas num só dia, alguns ainda precisam de revisão e como são muitos talvez resulte em dois livros; e ainda outro projeto nas artes plásticas que consiste em pintar uma coleção com tema amazônico para expor. Embrionariamente, um outro projeto é na área da música. Tenho claro a importância de se aprender a tocar um instrumento. Há quase cinquenta anos mora comigo um violão que sempre me toca, mas eu nunca me dediquei a tocá-lo. Então o projeto agora é aprender a tocar o pandeiro.

Desde que comecei a escrever, o que começou na adolescência, sempre tive muitos projetos, porém eles só vieram a ser realizados após a minha aposentadoria no funcionalismo público, onde dediquei trinta e cinco anos de vida. Para falar de meus projetos pessoais, como a escrita, a atuação em outros campos da arte, como o teatro, a música, a pintura, exige que se diga que aconteceram de forma tardia, não sei se esse seria o termo certo, tardio. Não sei também se o tempo de acontecer as coisas, é exatamente o tempo em que elas acontecem. De forma que, é importante dizer que ser mulher impõe motivos que fazem os projetos pessoais ficarem para “amanhã”, quando de fato é possível realizá-los. No meu caso os motivos foram a necessidade de priorizar a criação e educação das minhas duas filhas. A dedicação exaustiva de tempo no trabalho que era a única fonte de renda. Depois, a formação acadêmica que também se deu num tempo posterior ao nascimento das filhas, quando estas já eram adultas. De forma que minha dedicação sistemática à escrita, só veio a acontecer a partir de 2011. A primeira providência foi coletar os escritos em papéis já amarelecidos pelo tempo, o que resultou, em 2017, da publicação do meu primeiro livro, “Da Escrita Rupestre à Era Digital: alguns poemas”, com os escritos antigos que escaparam às limpezas da gaveta, mais os recentes devidamente assumidos. Simultaneamente, foi publicado o livro “Pelos Rios ao Sabor da Fruta”, escrito em 2015, que narra em crônicas a viagem que fiz no sentido inverso ao feito por meu pai e por milhares de nordestinos. Muitos deles também poetas.



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Autor: Redação Paraná Imprensa
Dominio fonte: paranaimprensa.com.br
2021-02-25 09:50:21
Data – 2021-02-25 09:50:21

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