Começa júri que vai decidir destino de Manvailer, acusado de matar a esposa Tatiane Spitzner


Começou às 9 horas, o júri popular de Luis Felipe Manvailer, marido acusado de ter matado a advogada Tatiane Spitzner. O julgamento acontece no Fórum de Guarapuava, na região central do Paraná, onde ocorreu a morte há quase três anos.

Manvailer chegou ao fórum em um carro do Departamento Penitenciário do Paraná por volta das 8h30. Familiares e amigos de Tatiane fizeram um protesto no local, pedindo a condenação do réu, informa o Portal G1/PR.

Luis Felipe em foto de arquivo – reprodução

Tatiane Spitzner foi encontrada morta na madrugada do dia 22 em julho de 2018, após queda do 4º andar do apartamento em que morava com o réu, na cidade. Ele afirma que ela se jogou, mas o Ministério Público sustenta que foi assassinada.

Manvailer está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) desde o dia seguinte da morte da advogada. Ele afirma que ela se jogou da sacada do edifício onde o casal morava.

Após a queda do quarto andar do edifício na madrugada de 22 de julho de 2018, o acusado recolheu o corpo de Tatiane, limpou marcas de sangue do elevador e fugiu, momento antes da chegada da polícia, toda a ação foi flagrada por câmeras de segurança. Ele é acusado feminicídio, qualificado por morte mediante asfixia e meio cruel, além de fraude processual.

Tatiane e Luiz Felipe – redes sociais

Pedido de adiamento

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou o pedido da defesa de Luis Felipe Manvailer para o cancelamento da sessão. O argumento indeferido é de que haveria imparcialidade na composição do júri e que seria necessário a mudança do local do julgamento, pedido também já negado anteriormente pela Justiça.

Na decisão, o desembargador Paulo Edison de Macedo Pacheco considera “inviável a concessão da ordem liminar”. Em relação à segurança, a defesa alega que haveria riscos à realização da sessão plenária devido ao clima de hostilidade na cidade. Contudo, o magistrado afirma que “infere-se dos autos que o MM. Juiz-Presidente vem adotando todas as medidas necessárias à realização do ato”.

Em entrevista à Banda B, o advogado Cláudio Dalledone Júnior disse que a defesa identificou diversas mensagens em redes sociais instigando linchamentos. “Nós estamos tendo várias mensagens em comentários e tudo mais, de alguns instigando para que linchem, para que façam, para que aconteçam e por isso pedimos liminarmente que analisassem o cancelamento do júri e até uma questão de desaforamento. É uma liminar para o Tribunal de Justiça, não pedimos para o juiz em nenhum momento o adiamento do júri”, afirmou o advogado.

O advogado assistente da acusação, Gustavo Scandelari, da Dotti e Advogados, observa que, mesmo com as tentativas da defesa, o Judiciário mantém a data do júri. “Apesar de a defesa de Manvailer sempre ter afirmado que quer que o júri ocorra, não é esse o comportamento quando a data se aproxima. Hoje, na véspera da realização do júri, fizeram dois pedidos ao Poder Judiciário, um ao Tribunal de Justiça e outro ao Superior Tribunal de Justiça, insistindo na suposta parcialidade dos cidadãos guarapuavanos, afirmando que não são dignos de confiança, que não teriam condições de fazer um julgamento justo. Novamente o pedido foi negado, com o entendimento de que a defesa apresenta pedidos sem fundamentação, sem nenhum argumento concreto, o que demonstra que a defesa não quer que o júri aconteça”, pontua Scandelari.

O caso

Segundo a denúncia criminal do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na madrugada do dia 22 de julho de 2018, após uma discussão quando retornavam de uma casa noturna, o réu passou a agredir a vítima. Parte das agressões chegou a ser registrada pelas câmeras de segurança do prédio onde o casal residia. Ao final das agressões, segundo a ação penal, a mulher teria sido lançada da sacada do apartamento pelo denunciado.



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Autor: Redação
Dominio fonte: www.bandab.com.br
2021-02-10 09:24:46
Data – 2021-02-10 09:24:46